Bom dia caros seguidores e parceiros dessa aventura!
Hoje vamos condensar dois dias em um. Não por falta de assunto, pelo contrário, mas por conta de estarmos parados no dia de hoje e das adversidades que decorreram no dia de ontem.
Saímos de La Paz de manhã cedo e mergulhamos na mesma muvuca da chegada, porém de dia as coisas são melhores embora não menos caóticas. Tá bem, vamos pular, já falamos disso!
Abaixo deixaremos duas imagens retiradas da internet que retratam La Paz nos dois visuais que tivemos, à noite e pela manhã!
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| La paz à noite! fonte: web |
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| La paz sob o sol! fonte-web |
Duas horas depois, estávamos na estrada com os faróis apontados para o Peru! (Ficou estranha essa frase né kkk?). Teríamos como destino a cidade de Arequipa a aproximadamente 750km pela frente. Saímos da Bolívia sem grandes dificuldades, com alguns "papéis" não nos solicitados, adentramos ao Peru por Desaguadero para fazer uma morosa entrada pela aduaneira ao Peru. Oficiais simpáticos e solícitos as nossas dificuldades, no entanto, devido às más condições estruturais do local, internet, etc, padecemos por boas 2 horas!
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Caminhões ficam parados no lado peruano a 1000m da aduana e o tempo todo, as bicicletas cruzam carregadas para a Bolívia. Seria uma espécie de descaminho?
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| Entorno da Aduana Peruana! |
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| Comércio da fronteira em Desaguadero! |
Por ser sábado, e estar tudo fechado o policial da Aduana, nos permitiu ingressar sem o seguro SOAP, que é obrigatório para rodar no Peru, como o nosso DPVAT. Combinamos de fazer mais adiante em Arequipa ou Puno. O mesmo policial nos informou que para irmos de Puno a Arequipa, poderíamos seguir por um desvio MAÑAZO, o que economizaria tempo e distância. Fomos avisados das condições da estrada, nem tão boas e com alguns buracos, diríamos que similares, infelizmente, ao que presenciamos no Brasil. Dessa forma optamos por sair da Panamericana, encurtando caminhos e evitando a cidade de Juliaca, que além da fama de "peligrosa" é o maior trecho.
Fizemos uma tocada boa até Puno, onde abastecemos no posto Cadrimax - Grifos cujo e cujas atendentes estavam em uma animação de dar inveja. Fizeram fotos conosco, dançaram, pediram para ensinarmos samba e queriam até saber como trabalhar no Brasil. Já pudemos perceber que o povo Peruano, assim como o Boliviano, é extremamente cativante e simpático. Parece muito elogiar, mas aqui não evidenciamos a "maldade" que por vezes vimos no Brasil. Há uma certa pureza no ar, uma simpatia espontânea e uma cordialidade contagiante! Isso se repete nas ruas, nos restaurantes e em todos os diálogos que travamos. Diríamos que o povo e simples e cativante!
Saímos do posto com o sol à nossa frente fazendo parte do lindo horizonte. Cenário fantástico para fotos, mas péssimos para pilotagem de motos, tendo sido esta, uma das dificuldades da viagem. Mas com cuidado, a expedição vai avançando com as condições que nos são impostas.
Há uns 15 km de Puno, na tal ruta de Mañazo, Silvio e Valentine sofreram pelas condições impostas, neste caso, o sol de frente, reto e forte. Embora com a velocidade baixa, com uma lombada seguida de ponte com estreitamento de meia pista, somados ao rípio (cascalho) culminou na infeliz queda. Graças a Deus, nada sério com integridade física do Sílvio, no entanto, Valentine com algumas avarias: quebra do suporte principal, que sustenta a carenagem, faróis e instrumentação da moto, alguns arranhões e a impossibilidade de rodar! Eita atrapalho dos grandes!
Apesar das dificuldades, neste momento podemos ter a confirmação do que já vínhamos percebendo, a solicitude e bondade deste povo Peruano. Em poucos minutos formou-se um grupo de pessoas para auxiliar a levantar a guerreira Valentine ao asfalto, novamente. Um peruano que passava por lá avisou a polícia que havia uma moto estrangeira avariada ao lado estrada, este não o mesmo peruano mencionado pelo poeta Renato Russo em Faroeste Caboclo ..."o peruano que vivia na Bolívia e muitas coisas trazia de lá...". O resultado disso é que antes que o povo pudesse colocar a moto num caminhão e etc.. já apontava uma pick up com quatro policiais para prestar auxílio. Em uma hora, estávamos instalados no hotel em Puno, escoltados pela polícia que ajudaram a erguer e baixar a rechunchuda Valentine Blanc para a caçamba da camionete. Foi fantástica a atitude dos policias rodando a cidade conosco e a moto na caçamba atrás de hotéis com "cochera e habitaciones" disponíveis.
A noite, um jantar com um bom vinho para esfriar a cuca e começar a articular o que fazer com o acontecido. Por ser sábado a noite, resolvemos curtir a cidade de Puno ao domingo e o Silvio ficará para consertar a moto e retornar a Expedição assim que a Valentine estiver recuperada, mais adiante. Lembrando que a estatística para tal existe e é possível, exigindo do Sílvio abdicar de alguns locais, como Belize. A expedição tem que seguir o seu caminho e assim será! Já acionamos alguns amigos e já estamos esperando retorno de alguns contatos para encaminhar os curativos de Valentine. Iremos atualizando as notícias no blog.
"Viver é melhor que sonhar!" Portanto isso não atrapalha em nada a missão da Expedição e se tudo der certo o trio se reencontrará ali na frente para chegarem juntos ao Alaska.
O oitavo dia em Puno!
Puno é uma cidade pequena de 117.000 habitantes, que margeia o Lago Titicaca ( Leia Titihaha), pois caca aqui é como caca aí, então não soa bem! Aliás, como o lago pertence de um lado à Bolívia e do outro ao Peru, os peruanos dizem que o lago tem um nome composto, por Titi (Puma) e caca (caca), sendo que Titi o Puma é do Peru e a Caca é da Bolívia. Ao certo, Titicaca, significa Puma de cor desbotada!
O lago Titicaca, é o maior e mais alto lago navegável do mundo, não sendo o maior apenas em extensão e nem o mais profundo, pois tem apenas 270m em sua maior profundidade, porém é o mais alto do mundo. Tendo 165 km de comprimento, 65 km de largura e 8.500 km quadrados, é realmente imponente e muito lindo.
Pegamos um barco e navegamos 30min até o povo Uro. Sua origem é pré-inca e eles viviam às margens do lago e usavam canoas ao estilo de gôndolas para pescar e se movimentar pelo lago. Com a chegada do povo Inca, houve a tentativa de escravizá-los e submetê-los a suas crenças. Como não tinham para onde ir, o povo Uro se lançou ao lago em suas canoas e se escondeu nos montes de palha que flutuavam pelo lago, desaparecendo do alcance dos Incas. Aos poucos foram se adaptando à vida sobre as palhas e hoje moram em 08 ilhas flutuantes feitas de palha e raiz. Moram, alimantam-se, caçam aves e pescam sobre as ilhas, atualmente vivendo do turismo.
Dividimos com vocês as fotos de Puno e do povo Uro.
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| Comprando Galetitas! |
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| Dia de La Bandeira no Peru, comemorando a tomada de Arica pelo Peru. Hoje pertence novamente as fotos. |
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| Pegando um táxi! |
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| Comprando uma fruta! |
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| Algumas fotos da Isla e do Pueblo! |
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| Nosso Capitão Hector, é um Uro e fala três idiomas! Uma simpatia! |
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| Os três expedicionários que vos escrevem! |
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| Um apito Uro! |
Os viajantes de hoje são os queridos amigos Fabio Portanova e Nícolas!Valeu!
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| Expedição três Américas passando pelo Rio de Janeiro! |




















Pessoal, estou cada dia mais empolgado vendo essas fotos que estão postando, imagino que os vídeos também estão nesse nível.
ResponderExcluirTa animallllll!!!!!!!!
Grande abraço
Grau, vindo de você o comentário, nós é que nos empolgamos..
ExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirMuito legal a viagem e o documentário, Achiles! Valeu!
ResponderExcluirGrande Alberto Cazarin. Obrigado meu caro! gde abco!
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