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terça-feira, 9 de junho de 2015

Dia 9 - Puno - Arequipa - Nazca ou NaSca para peruanos.

Acordamos as 05:30h, uma hora adiantados, por motivos de fuso não atualizado do celular do Achilles. Pois bem, tomamos um café reforçado sabendo que o dia seria longo.  Achilles e Gustavo rumam para Arequipa e Nazca, Silvio terá muito por fazer com transporte e contatos para consertos com a brava Valentine.  Estávamos com o coração apertado, pois este seria também o primeiro “desencontro” deste trio, a Expedição mudava sua cara, antes com 3 motos e neste dia, apenas 2!!! Esperançosos de que tudo sairia dentro dos conformes, pois sabíamos que as avarias da Valentine não a impossibilitariam de continuar, no entanto, viajar sozinho requer bravura, que sobra neste expedicionário Silvio.

Por volta das 07:40 Achilles e Gustavo deixaram o hotel e também o Silvio. Ainda pensativos, nos deparamos com uma blitz policial na saída de Puno. Nos foi solicitado documentos e o SOAP (seguro obrigatório para trafegarmos em solo peruano). Começamos bem, pensei! Para trafegar na maioria dos países da américa do sul e central é obrigatório o pagamento do seguro obrigatório!

Logo após Mañazo em direção Arequipa, foto matinal - Gustavo
Quando chegamos na fronteira entre a Bolívia e o Peru por Desaguadero, tentamos fazer este seguro, mas como era sábado a tarde, nos foi informado que as seguradoras estariam abertas apenas na segunda. O aduaneiro que fez a autorização da entrada das nossas motos, era um sujeito bem afável e compreendeu a situação, fornecendo a autorização mas com a nossa promessa que nós iríamos providenciar este seguro o mais breve possível. Fomos advertidos que poderíamos ter problemas com policiais, enfim.  A  oportunidade de confeccionar o tal seguro obrigatório seria somente hoje, segunda-feira após às 09horas. Como teríamos que trafegar aproximadamente 900kms, resolvemos comprar o SOAP em Arequipa, pois além de uma cidade maior, quando passássemos por lá já seria após o horário das 09. Porém, na saída de Puno, os policiais devotados ao trabalho, já estavam na pista bem cedo, para nosso azar.

O policial com cara de poucos amigos, pediu os documentos e o seguro, é óbvio. Dei-lhe a carta verde do Mercosul e ele rapidamente me devolveu dizendo rispidamente que “aquilo” não servia no Peru. Tentamos lhe explicar toda situação, porém, sem sucesso! Logo nos informou que a multa para a falta deste seguro era de U$450,00, por moto, foi taxativo e nada compreensivo enquanto tentávamos explicar toda situação, inclusive a do dia anterior.

Um dos aspectos importantes desta viagem é controle emocional, sem ela ficaria difícil seguir. Depois de um final de semana extremamente tenso por conta do ocorrido com o Silvio e a Valentine, na segunda-feira bem cedo nos depararrmos com esta situação exigiu auto-controle. Mas sempre no meio da tempestade aparece uma boa alma. Uma policial feminina entrou na conversa, de forma mais mansa que o seu colega de farda, ouviu-nos e permitiu que fizéssemos em Arequipa, porém aconselhou-nos a andar devagar pois se nos envolvêssemos num acidente estaríamos enrascados.  Que alívio!!!

Ainda antes de Arequipa, já com muitas curvas e serras.
Há duas formas de ir de Puno a Arequipa, uma por Juliaca (mais longe) e outra com Mañazo (desvio), esta diminui a distância em aproximadamente  80km. Após a infelicidade do Silvio nesta estrada, já estávamos ressabiados, e definitivamente vimos  que não vale a pena, após percorrê-la na sua totalidade, um sufoco! Muitos buracos, desvios por vilarejo em obras e outros inconvenientes. Assim que termina Mañazo o asfalto melhora, a paisagem fica muito bonita e as  curvas aparecem a todo momento.

Chegamos em Arequipa por volta das 12h e fomos procurar o local para fazer o tal seguro. Foi possível fazê-lo num centro comercial, um shopping pequeno mas muito aprazível. O mínimo de tempo que eles fazem é por um mês, mesmo nós ficando  apenas 04 dias no Peru e custou-nos 97 solis, o equivalente a 100 reais.

Na saída fomos abordados por um casal. Ela, Ana Claudia, uma brasileira de Minas Gerais, que casou-se com um peruano, John,  de Chiclayo e vieram morar neste país. Os dois, muito simpáticos e atenciosos.
Ana Claudia e John, show de casal!

Já saímos quase 14h de Arequipa, uma cidade grande, rumo a Nazca ou NaSca - para os peruanos. Comecei a me preocupar pois faltavam mais de 500km para o nosso destino. Nesta época, tem anoitecido antes das 18h
Rodamos e o cenário era o mesmo: montanhas e curvas.  Começamos o dia com temperatura por volta dos 04 graus centígrados e às 15horas o termômetro marcava 24 graus, o que nos fez parar no meio da estrada e tirar o excesso de roupas, segunda pele, etc.
Por  volta das 17:30, tivemos a satisfação de reencontrarmos o oceano Pacífico. Tiramos algumas fotos com o sol se pondo num visual sempre arrebatador, fazendo o cenário perfeito até para amadores tirarem excelente fotos, sol deitando-se por trás de montanhas lindas, com um avermelhado espelhando o mar, fantástico. Aliás, esta tem sido quase que uma rotina, fotos matinais e ao entardecer, as fotos dizem tudo!

Fim de tarde, ainda faltavam 320km de muita curva!!! 
Olhei o relógio e marcava 18hs e faltavam ainda 320kms. Escureceu e então quebramos mais  uma  vez a regra de segurança e uma promessa que havíamos feito quando realizávamos o planejamento da viagem: não trafegar à noite. Infelizmente, tivemos que fazer isso em virtude de já estarmos atrasados e simplesmente porque não havia outro lugar para pernoitarmos. Trafegamos por 4 horas até o nosso destino, que foi Nazca, chegando no hotel apenas as 22h. Cansados e com fome, mas satisfeitos por termos chegado. Dos mais de 900km rodados hoje, absolutamente 400km foram de curvas, para os que andam de moto, 4 horas para um trecho de 320km parece muito, mas eram curvas, serras, curvas e serras!!! Natural seria sonharmos com curvas, meu Deus dizia o Achilles já comendo uma pizza no Hotel, “quanta curva”..

Ficha Técnica: os preços dos combustíveis continuam equivalentes ao Brasil. No Peru as bombas marcam o preço médio de 13 solis para um galão de 03 litros, ou seja 4,33 Solis, e aproximadamente 1 dólar 36 centavos.
As motocicletas estão fazendo até agora um consumo médio entre 15,5 a 17 km por litro.


8 comentários:

  1. Jose Antonio Farenzena10 de junho de 2015 às 06:25

    Maravilha Achillão, show de bola! Eu e a Paula estamos acompanhando a jornada e lendo os relatos diariamente. Torcemos para que o Silvio consiga consertar a Valentine e alcançar vocês o mais breve possível. Grande abraço!

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    1. Zequito e Paula: obrigado pelo incentivo. Zequito: todo dia ouço o playlist que você me presenteou. Adoro! Valeu Zequito!! abcao aos dois. Casal nota 10!

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  2. Achilles, saiu na Estela Benetti de hoje. É a tua?
    A BMW Motorrad, linha de motocicletas da BMW, recebeu prêmio na categoria On road e Off road em São Paulo. o modelo BMW R 1200 GS foi o grande vencedor.
    Abraços e boa viagem,
    Fabiano.

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    1. Meu caro amigo e presidente. Como estão as coisas por aí? Este modelo é o mesmo da minha. Gde abco

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  3. Amigos, conversando com peruanos aqui de Cusco, me informaram que vocês foram muito rápido, pois só no primeiro trecho da descida ao litoral são 32 km de curvas fechadas sem nenhuma reta pela encosta da montanha. Firme e fortes! Logo estaremos juntos!

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  4. Maravilha de viagem imprevistos acontecem importante é seguir em frente. estou só curtindo vcs mexendo esse doce.
    Abração

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